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Postado em 04 de Julho às 17h33

Saiba tudo sobre a história do café: da África para o Brasil

Aprendendo sobre Café (39)
Brasitália Máquinas e Café O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para a água. Movimenta um mercado de bilhões de dólares e envolve milhões de famílias em sua...
O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para a água. Movimenta um mercado de bilhões de dólares e envolve milhões de famílias em sua produção. É apreciado por mais de um bilhão de pessoas e seu consumo tem crescido diariamente. A história do café é milenar. Vamos conhecê-la!
 
Breve história do café: o que está por trás da segunda bebida mais consumida do mundo

Café é o nome que se dá à bebida feita com o fruto do cafeeiro. Acredita-se que a origem do nome seja herdada da palavra “qahwah”, que designa o vinho para os povos árabes, e os registros apontam que o café seja conhecido já há cerca de 2 mil anos.

Segundo uma lenda, conhecida como “Lenda de Kaldi”, deve-se a descoberta da célebre frutinha do cafeeiro a um lance de sorte de um pastor etíope e de suas espertas cabras, há mais de mil anos. Essa lenda conta que o jovem pastor Kaldi, que morava no interior da Abissínia (atual Etiópia – Nordeste da África), observando as cabras de seu rebanho, notou que elas ficavam mais saltitantes e ativas quando mastigavam folhas e frutos de uns arbustos existentes nos campos de pastoreio. E aí começou a história do café.
 
Movido pela curiosidade, Kaldi resolveu provar algumas daquelas frutinhas e apreciou seu sabor adocicado, muito agradável. Sentindo-se mais animado, graças ao efeito estimulante das pequeninas bagas, espalhou pelo vilarejo a notícia da sua descoberta. A narração, encontrada em manuscritos do Iêmen, de 575 d.C., é o mais remoto registro sobre o café e, apesar de ser muitas vezes romanceado, contém informações reais. O arbusto do café, por exemplo, realmente tem origem no nordeste da África.

Da África para a Arábia, da Arábia para o mundo

Na sequência da história do café, sabe-se que a planta do cafeeiro foi transportada por mercadores da África para o Iêmen, localizado na extremidade da península Arábica. O país transformou-se no principal produtor e exportador de café até o século 18. Os iemenitas plantavam e preparavam uma bebida com o café (sem torrá-lo), que era cultivado e bastante consumido em mosteiros islâmicos, pois ajudava os religiosos a ficarem acordados durante suas orações e meditações noturnas.

Documentos históricos registram que apenas por volta do ano 1.000 as cerejas de café seriam fervidas em água, com fins medicinais. Apenas alguns séculos depois, nos anos de 1.300, é que se desenvolveu a torra. O processo foi um dos estopins para o sucesso da bebida. Com a torrefação, o café ganhou aromas e sabores muito mais ricos, ficando interessante para ser tomado em casa ou em encontros, especialmente na Turquia, onde o hábito ganhou popularidade, inclusive para o consumo nas ruas.

A maior produção do grão ficava na região de Mokha, porto mais importante do Iêmen, que só permitia a saída do café infértil (sem pergaminho). Mas, em 1616, um holandês conseguiu secretamente sementes que não eram estéreis, plantadas no Jardim Botânico de Amsterdã, Holanda. Só então teve início a expansão do cultivo de café pelas colônias européias na Ásia, na África e nas Américas, cujo clima era mais propício para o seu desenvolvimento.

A chegada ao Brasil

E a história do café no Brasil? A chegada do grão ao nosso país, segundo consta oficialmente, deve-se a uma ordem do capitão-general João da Maia da Gama ao sargento-mor Francisco de Melo Palheta, em 1727. Sua missão era acompanhar a demarcação de limites com a Guiana Francesa, mas uma outra missão estava bem explícita para o sargento-mor: obter mudas de café, cultivado com sucesso naquele país desde 1719.

Não seria fácil obter essas mudas. Uma rigorosa fiscalização na Guiana impedia a saída do café com pergaminho (membrana que faz o grão germinar). Segundo registros históricos, após resolver a questão militar, o sargento foi a Caiena, capital do país, para agradecer pessoalmente ao governador pela atenção que lhe dispensara e de lá Palheta saiu com com pevides de café. Assim, o sargento-mor voltou sementes e com cinco mudas de Coffea arábica e deu início a história do café em terras brasileiras.

Após desembarcar no Pará, o grão percorreu dezenas de Estados, chegando ao Rio de Janeiro, a São Paulo e a Minas Gerais, onde seu plantio se estabeleceu e estimulou o desenvolvimento econômico da região. A construção de estradas e ferrovias, a mão de obra e a riqueza dos barões, que controlavam a política da República Velha, ajudaram o produto a se difundir para outros cantos do país, tornando-o o maior produtor mundial de café, como é atualmente.

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