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Postado em 15 de Agosto de 2017 às 19h35

Saiba quais são as principais regiões produtoras de café no Brasil

Brasitália Máquinas e Café As regiões produtoras de café - Mogiana, Sul e Cerrado de Minas, Bahia, Paraná, Espírito Santo e Rondônia - mantém o país como o maior produtor mundial. O Brasil...

As regiões produtoras de café - Mogiana, Sul e Cerrado de Minas, Bahia, Paraná, Espírito Santo e Rondônia - mantém o país como o maior produtor mundial.

O Brasil mantém sua posição como grande produtor de café: o país segue na ponta como o maior produtor mundial de café, com mais de 50 milhões de sacas por ano, o dobro do segundo colocado que é o Vietnã. Segundo dados da da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) somos ainda os maiores exportadores e o segundo maior mercado consumidor de café em nível mundial - as exportações chegam, em média, a 60% e o consumo interno por volta de 40% da produção. Mas você sabe quais são as regiões produtoras de café no Brasil? Hoje vamos falar um pouco mais sobre elas e as características dos grãos que cada uma produz.

O país é rico em variedade de cafés graças ao cultivo distribuído ao longo de todo o território. As dimensões continentais permitem as mais diversas variações de climas e ambientes naturais: área disponibilizada pelo cultivo é de 2,4 milhões de hectares, sendo 74% deles ocupado pela variedade arábica.

As principais regiões produtoras de café no país são: Mogiana Paulista (Nordeste de São Paulo), Sul de Minas, Cerrado de Minas, Bahia, Paraná, Espírito Santo e Rondônia. Somente o estado de Minas Gerais é responsável por 53% da produção nacional. Os cafés de grande qualidade concentram-se no Sul de Minas, Cerrado de Minas e Mogiana Paulista – os cafés destas 3 regiões formam um dos mais conhecidos blends nacionais.

Cada região produtora de café fornece características específicas aos grãos, mas de uma forma geral as plantas são classificadas como Arábica e Robusta. O café Robusta ou Conilon tende a produzir cafés mais encorpados, pelo maior teor de cafeína - o dobro (2,2%) -, o que explica em partes seu sabor amargo. Com 23 cromossomos, sua qualidade é considerada mais inferior para ser degustado ‘sozinho’, mas vai muito bem em blends (composição com variedade de grãos).

Já o Arábica possui muitas variedades da planta, cada uma com sua característica de aroma e sabor, as mais comuns são: Bourbon, Catuaí, Acaiá e Mundo Novo. E, dentre essas variedades, existem também várias sub variedades: Bourbon Amarelo e Vermelho, Catuaí Amarelo e Vermelho, variedades de Mundo Novo, etc. Como possui 44 cromossomos, é considerado mais nobre pela complexidade de aromas e sabor, por isso dele é que são produzidos os cafés superiores e ‘gourmet’ (com notas mais altas na tabela de classificação)

Veja que tipo de planta é mais comum em cada região produtora de café:

Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Mogiana (São Paulo), Paraná – 100% Arábica.
Bahia e Espírito Santo – Robusta e Arábica.
Rondônia – 100% Robusta.

Agora, conheça a características do grão produzido em cada uma delas:

Mogiana – 100% Arábica. A bebida produzida nesta região é bastante encorpada, com aroma frutado e sabor suave e adocicado. Uma das mais tradicionais regiões produtoras de café Arábica, a Mogiana está localizada ao norte do estado de São Paulo, com cafezais a uma altitude que varia entre 900 e 1.000 metros. A temperatura média anual é bastante amena em torno de 20°C. A região produz somente café da espécie Arábica, sendo que as variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo.

Sul de Minas – 100% Arábica. São cafés que atingem as melhores classificações de bebida (mole ou estritamente mole), encorpados com alta acidez e um sabor doce característico. O Sul de Minas é a maior região produtora de cafés Arábica do Brasil. Tem altitudes entre 850 metros e 1.250 metros, e temperatura média anual entre 22 e 24°C. As variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo, mas também há lavouras das variedades Icatu, Obatã e Catuaí Rubi.

Cerrado Mineiro – 100% Arábica. Os cafés do Cerrado de Minas Gerais são caracterizados pela bebida fina, corpo forte e excelentes aroma e doçura. São produzidos em altitudes entre 800 metros e 1.200 metros. A região tem estações bem definidas: verões quentes e chuvosos seguidos por invernos secos e frios. Ou seja, o clima ideal para o cultivo de cafés naturais de alta qualidade. O padrão climático do Cerrado é singular e ajuda a produzir excelente café Arábica processado por via natural (secos ao sol). A florada é concentrada, o amadurecimento é uniforme e é acompanhado por bastante luminosidade, ajudando a fixar aroma e doçura.

Espírito Santo – Robusta e Arábica. As lavouras de Robusta ocupam a grande maioria do parque cafeeiro estadual e respondem por quase 2/3 da produção brasileira da variedade que se expandiu principalmente nas regiões baixas, de temperaturas elevadas. O Estado coloca o Brasil como segundo maior produtor mundial de Robusta.

Paraná – 100% Arábica. Os cafés produzidos no norte do Paraná proporcionam uma bebida extremamente encorpada, com um amargor acentuado, aroma caramelizado e acidez normal. A altitude média é de 650 metros, sendo que na região do Arenito, a altitude é de 350 metros e na região de Apucarana chega a 900 metros.

Bahia - Robusta e Arábica. Os grãos proporcionam uma bebida com sabor suave, levemente achocolatado, pouco corpo e com notável acidez. Há três regiões produtoras consolidadas: a do Planalto, mais tradicional produtora de café Arábica; a Região Oeste, também produtora de café Arábica, sendo uma região de Cerrado com irrigação e a Litorânea, com plantios predominantes do café Robusta (Conilon). Na Região Oeste, existe um número cada vez maior de empresas utilizando café irrigado, contribuindo para a consolidação do Estado como o quinto maior produtor do país.

Rondônia – 100% Robusta. Rondônia é o sexto maior estado produtor de café e o segundo maior produtor de Robusta do país. A produção é constituída exclusivamente de café Robusta.
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Um abraço,

Luana Rech
Equipe Brasitália

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