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Postado em 09 de Outubro às 06h06

Museu do Café: visite este patrimônio cultural do Brasil

Aprendendo sobre Café (59)
Brasitália Máquinas e Café “Em um grão, um mundo. Em uma xícara, a força de muitas mãos”. A frase emblemática está disposta no Museu do Café, um daqueles patrimônios culturais do...
“Em um grão, um mundo. Em uma xícara, a força de muitas mãos”. A frase emblemática está disposta no Museu do Café, um daqueles patrimônios culturais do Brasil que a maioria das pessoas não conhecem. Se você gosta de história, valoriza nossa cultura e é um amante do café, uma visita a este espaço é quase obrigatória.
 
Inaugurado em 1998, o Museu é um dos principais pontos turísticos da cidade de Santos e tem como objetivo a preservação e divulgação da história do café no Brasil e no mundo. Por meio de objetos, documentos e recursos audiovisuais, a instituição mostra ao público como a evolução da cafeicultura e o desenvolvimento político, econômico e cultural do país estão ligados, desde meados do século XVIII até os dias de hoje.
 
O lugar reúne tradição, arquitetura, história, sabores e aromas. Instalado em um prédio de estilo eclético, com 6 mil m² e mais de 200 portas e janelas, o Museu do Café é muito mais do que um local turístico que exalta o principal produto brasileiro de exportação no final do século 19. É uma experiência de variadas sensações, que vão do início do cultivo do grão até a consolidação do café como um dos símbolos nacionais.
 
Por lá, você vai encontrar exposições permanente e temporárias, obras de arte, mobiliário de época, loja temática e cafeteria que serve os melhores grãos café – e até o mais caro e raro do país - são algumas de suas muitas atrações.
 
A história do local: de Bolsa Oficial de Café a Museu do Café
 
Por mais de duas décadas, a Bolsa Oficial de Café foi um dos principais centros de negociações de café do mundo. Era o local onde aconteciam os pregões, que determinavam o valor das sacas de café assim que estas chegavam em trens na Praça de Santos. Isso mesmo, estamos falando de uma bolsa de valores exclusiva para a negociação do grão, já naquela época 85% da economia do país vinha do café.
 
Na Sala do Pregão, o que chama mais atenção é o piso e o vitral que fica no teto (representa as três épocas marcantes do café: lavoura e abundância, Império e República), feitos por Benedito Calixto. Era neste espaço suntuoso onde as negociações diárias aconteciam. Estavam dispostas 81 cadeiras, sendo 11 principais destinadas ao presidente, ao centro, e aos secretários, ao lado, e as outras 70 ao redor, aos corretores. Produtores e exportadores assistiam às sessões no mezanino. Apenas corretores cadastrados pelo governo eram autorizados a entrar.
 
O auge do seu funcionamento se deu na década de 1920. Já na década de 1950, os pregões foram transferidos para São Paulo e, 20 anos depois, o prédio foi abandonado e ficou fechado até 1998, quando reabriu, após ampla restauração, agora como Museu do Café.
 
Exibições, mostras, cursos e degustações
 
A história do café é contada em TVs e painéis no decorrer do do museu, mostrando sua história pelo Brasil e assim também pelo mundo. Também há mostras e exibições.
 
Uma delas é exposição permanente 'A trajetória do café no Brasil', que mostra a relação entre a cafeicultura e o desenvolvimento do Brasil. Dividida nos módulos ‘O café e o trabalho’, ‘Colheita’ e ‘Beneficiamento’, apresenta a chegada das primeiras mudas da planta ao país, e os imigrantes japoneses e europeus trabalhando nas lavouras. A riqueza e o progresso impulsionados pelo café são traduzidos, em painéis e maquetes, pela expansão da malha ferroviária no Estado de São Paulo e o desenvolvimento do porto santista.
 
Simultaneamente é possível ver a evolução do modo de preparar um bom café, desde os bules antigos até as máquinas de café altamente modernas que existem hoje no mercado. E no Centro de Informação e Documentação há um acervo com cerca de 500 livros, diversas publicações e centenas de documentos sobre o café e sua história, alguns datados de 1889.
 
Para os amantes do café ou para quem pretende ingressar na área, frequentemente são oferecidos cursos como de formação para baristas, curso de torra e alguns cursos gratuitos. Mas para quem não quer fazer um curso e apenas saber um pouco mais sobre café, vale a pena fazer um tour de degustação. Eles ocorrem aos sábados e domingos em 4 horários: 10h30, 12h00, 15h00 e 17h00. O tour custa R$ 10.
 
No site do Museu do Café você consegue se atualizar e ver quais são as exposições temporárias.
 
Cafeteria
 
Antes de finalizar o passeio pelo Museu do Café, é quase obrigatória uma passada na cafeteria do local, com cardápio que não se limita ao tradicional espresso. Inaugurada em 2000, oferece diversas opções de bebidas quentes e geladas, drinks e doces à base de café, além de grãos das mais variadas regiões produtoras, para saborear na hora ou levar para casa.
 
Atualmente, a Cafeteria do Museu trabalha com os cafés Cerrado de Minas, Sul de Minas, Alta Mogiana, Chapadão do Ferro, Blend da Cafeteria, Orgânico, Vale da Grama, e Jacu Bird Coffee. Este último é o café mais caro e raro do Brasil, obtido com os grãos expelidos pelo pássaro Jacu, que se alimenta dos frutos do café. Hoje, ele ocupa a segunda posição entre os cinco cafés mais curiosos do mundo, atrás apenas do Kopi Luwak, produzido na Ilha de Bali.
 
Horário de funcionamento Museu
Seg - Sáb, das 09h às 17h
Dom, das 10h às 17h
Horário de funcionamento Cafeteria
Seg - Sáb, das 8h às 18h
Dom, das 10h às 18h
Ingresso
R$ 10,00, grátis aos sábados
Duração sugerida - 1 a 2 horas
Endereço - Rua XV de Novembro, 95, Centro Histórico, Santos (SP)
Contato - (13) 3213-1750
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