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Postado em 30 de Novembro às 11h57

Conheça os tipos de torra de café

Aprendendo sobre Café (39)
Brasitália Máquinas e Café Já aprendemos sobre cultivo, como escolher o melhor grão, como moê-lo, mas ainda não falamos sobre os tipos de torra de café. Afinal, este processo super importante praticamente...
Já aprendemos sobre cultivo, como escolher o melhor grão, como moê-lo, mas ainda não falamos sobre os tipos de torra de café. Afinal, este processo super importante praticamente finaliza a cadeia produtiva antes da entrega ao consumidor.
 
Dizem os especialistas que a torra é o processo mais crítico, pois é a fase em que é mais fácil estragar o café – os bons profissionais também conseguem até melhorar alguns grãos que não estão excelentes, vale dizer. Quer saber mais sobre como é feita a torra do grão verde e como isso vai influenciar em todas as propriedades gustativas e olfativas da bebida? Leia este artigo até o final e fique por dentro de mais esta etapa do mundo do café.
 
Os diferentes tipos de torra de café e sua interferência no sabor e intensidade da bebida
 
Primeiro é preciso destacar que a boa torra é aquela que realça as melhores características de cada tipo de grão. Isso porque o processo interfere no aroma, sabor, corpo, acidez, finalização, equilíbrio, enfim em quase tudo - a torra converte os mais ou menos 300 compostos originais em mais de mil diferentes.
 
Assim, para começar, é preciso conhecer o potencial de cada grão de café. Cada um vai oferecer um leque de possibilidades, especialmente para acidez, corpo e aroma. Mas esses aspectos podem variar muito em relação ao tipo de torrefação do café, e os graus de queima do grão cru determinam características diferentes para a bebida. Então, o mesmo grão de café gourmet terá características muito diferentes conforme o ponto de torra usado, que é definido pelo tempo em que o grão de café fica em cada temperatura.  
 
O processo se inicia com o aquecimento dos grãos, a uma temperatura de 180 a 240 graus durante um período de sete a quinze minutos, conforme o grão de torra que se deseja obter. Quanto mais tempo demorar o café a torrar, mais escura será a sua cor. Para que tudo corra bem durante o processo, é fundamental que o mestre de torra utilize os sentidos (visão, a audição e o olfato) para determinar quando os grãos estão corretamente torrados.
 
A partir disso, os níveis de torra podem ser diferenciados pela cor do grão de café e o aroma. A torra pode ser clara, média ou escura.
 
- Torra clara ou light

Os cafés de torra clara conservam melhor a acidez e aromas florais, por isso, esse tipo de torra é muito usada para cafés delicados e de alta qualidade. Porém, a torra mais clara desenvolve pouco o corpo do café. Como são menos torrados, os grãos também apresentam pouco amargor. Neste ponto, a maioria dos óleos essenciais do café é conservada (quanto maior a torra, mais óleos o grão perde para o ambiente). O café de torra clara é muito usado para a preparação de espressos.

- Torra média ou medium

É conhecida como a torra equilibrada. Neste ponto, o café começa a perder óleos essenciais e, por isso, também perde alguns sabores e aromas. Porém, começa a ganhar corpo e a perder acidez. Ou seja, os elementos estão em perfeita harmonia e o café tem textura aveludada. O café de torra média pode ser usado para a preparação de bebidas coadas.
 
- Torra escura ou dark

O café de torra escura tem pouca acidez. Porém, ele também perde em corpo e em doçura. Neste ponto, o açúcar natural do grão começa a caramelizar e amargor aparece. Cafés de torra escura desenvolvem aromas como chocolate e caramelo, por isso temos a impressão de tomar um café mais forte.

Alguns pontos importantes
 
Primeiro ponto: grãos excessivamente torrados geralmente são assim para esconder seus defeitos. Com isso, também perdem as características que deveríamos sentir em um café de qualidade - o café queimado é preto, perdeu seus aromas, corpo e acidez, sendo um café pobre em sabor e tende a apresentar gosto de queimado ou até mesmo de outras coisas desagradáveis como borracha. Muitos cafés comuns, os vendidos no supermercado, são queimados, e por isso costumam ter alto amargor. Talvez seja por isso que muitos adoçam a bebida.
 
Além disso, um torrador não é apenas uma máquina em que se colocam os grãos e pronto. Cada equipamento tem variáveis que devem ser controlados pelo mestre de torra: fluxo de ar, tempo e temperatura são algumas delas. Assim, um tipo de café pode ficar melhor se torrado mais claro e, outro, se for torrado um pouco mais. Quem dará o aval será o sensorial do mestre de torra, pois é por meio de seu conhecimento e de muitos testes, que vai se extrair o melhor daquele café.
 
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