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Postado em 19 de Abril às 11h00

Variedade de café pelo mundo

Brasitália Máquinas e Café Quer fazer uma viagem de sabor e aroma pelo mundo? Neste artigo vamos apresentar a enorme variedade de café que é produzida ao redor dos quatro continentes. Se você deseja aprofundar seus...
Quer fazer uma viagem de sabor e aroma pelo mundo? Neste artigo vamos apresentar a enorme variedade de café que é produzida ao redor dos quatro continentes. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos em grãos e entender a experiência que cada um proporciona, aproveite a leitura!
Por quê existe variedade em café?
São dois fatores principais: a mutação ou por cruzamentos entre as duas espécies de grãos o arábica e o robusta, de características bastante diferentes. Neste artigo, você pode entender bem as diferenças entre eles.

Na mutação, há alterações acentuadas (formato folha, altura da planta), provenientes de plantas normais e as sementes propagadas com novo formato originam a nova variedade. Já cruzamentos naturais ou artificiais entre variedades e/ou espécies promovem espécies híbridas. Estes cruzamentos podem ser:

- Intraespecífico - entre a mesma espécie. Como exemplo, temos o Mundo Novo, que é um híbrido natural entre Sumatra e Bourbon, e o Pacamara, que é um artificial híbrido entre Pacas e Maragogipe.

- Interespecífico - entre diferentes espécies. Como exemplo, temos o cruzamento entre C. Arabica e C. Liberica, que resulta em Kawisari; ou Híbrido de Timor, que resulta de um cruzamento natural, entre C. Arabica e C. Canephora.

Variedades de café pelo mundo

No Brasil, os cafés especiais devem ser feitos a partir de grãos 100% arábica e, em geral, os grãos robusta são utilizados para a produção de cafés tradicionais, de características sensoriais inferiores, ou para blends. Neste outro artigo, é possível saber mais sobre as principais regiões produtoras no país.

Mas em outros países produtores, como a Etiópia e Indonésia, há cafés de altíssima qualidade, feitos a partir de grãos robusta. Veja as variedades de cafés espalhadas pelo mundo e as características de cada uma.

No Brasil

Typica - é a base de desenvolvimento de outras variedades. Produção baixa mas excelente qualidade bebida.

Mundo Novo - esta variedade é um híbrido natural entre Bourbon vermelho e o cultivar Sumatra, que foi encontrado pela primeira vez no começo do séc. XIX no Brasil. Para ser mais exato, foi no ano de 1943 que ele foi visto na cidade paulista chamada Mundo Novo, que atualmente é a cidade de Urupês. Trata-se de uma planta de porte alto, apresenta maturação de seus frutos mais tardia e tem vigor vegetativo bom. Um dos pontos fracos desta variedade é sua sensibilidade ao ataque de ferrugem.

Bourbon Amarelo - outro híbrido natural (entre o bourbon Vermelho e o amarelo de botacatu) que agradou com seus resultados. Surgiu em 1930 e agradou muito pela sua intensa doçura. Mesmo sendo considerada a melhor variedade para produzir cafés especiais, os cafeicultores deixaram esta opção em segundo plano por ela ser bastante sensível a doenças e pragas. Apresenta maturação precoce e seus frutos apresentam aromas e sabores geralmente cítricos. Curiosidade: de 2000 a 2005 29,5% do Cup of Excellence no Brasil que atingiram mais que 90 pontos eram da variedade Bourbon.

Bourbon Vermelho - com bons índices de produtividade, esta variedade é originária de Reunião (uma ilha do Oceano Índico). Chegou aqui no Brasil na década de 1950.

Caturra - resultado de várias mutações genéticas em meados do ano 1935, esta foi base para vários outros híbridos.

Maragogipe - mutação do Typica, descoberta na Bahia em 1870. Planta grande e alta. Produção baixa, mas apresenta grãos grandes.

Catuaí - resultado do cruzamento entre o Mundo Novo e Caturra, caracterizado por cerejas amarelas ou vermelhas, ele começou a ser utilizado no ano de 1949. Suas plantas apresentam porte mais baixo, maturação mais tardia e que não é uniforme.

Icatu Amarelo e Icatu Vermelho - resultado de pesquisas do Instituto Agronômico de Campinas, ele é um híbrido entre um cultivar Robusta e um Arábica que foi cruzado com o Mundo Novo e, depois, com Catuaí.

Conillon(Robusta) - o café conilon pertence à espécie Coffea Canephora, que é diplóide e auto-incompatível, que significa a não fecundação entre flores da mesma planta e de plantas geneticamente iguais. Produz um café de bebida inferior, mais simples. É comum a mistura com cafés arábicas na indústria de torrefação e moagem a fim de equilibrar os atributos do café.

Em outros países

Em a redor do mundo, temos um série de variedades espalhadas entre a Indonésia, Yemen, Etiópia, Quênia, Jamaica, Havaí, Papua Nova Guiné, Tanzânia, Costa Rica, Guatemala, Colômbia, Nicarágua e Panamá. Confira:

Sumatra Mandheling - da região do centro-oeste de Sumatra, na Indonésia. Corpo pesado rico, acidez moderada e um sabor complexo único.

Sumatra Lintong - da região centro-norte de Sumatra. Normalmente, um café encorpado, de baixa acidez, doce, com um aroma complexo e de terra.

Java - um dos cafés mais populares da ilha de Java, na Indonésia. Limpo, denso e encorpado. Pouca característica de terra comparado a outros da Indonésia.

Yemen Mocha - negociados através do maior porto do Yemen Mocha, um café complexo, o perfil de sabor, corpo e aroma intensificam com torras mais escuras. Notas de chocolate rico com torra acentuada, vinho e tons de frutas.

Etiópia Harrar - café complexo, tons picantes leves, com sabor frutado, às vezes é descrito por se assemelhar a um vinho tinto seco.

Etiópia Yirgacheffe - café de corpo médio, complexo, com tons florais, notas de chocolate, de noz, perfumado com notas cítricas. Um dos mais originais entre os mais finos do mundo.

Etiópia Sidamo - considerado por muitos como o berço do café, café complexo e doce, notas de especiarias e vinho, tons de chocolate, com um aroma floral, finalização brilhante mas macia.

Quênia - regiões Monte, Quênia, Aberdare Range, Kisii, Nyanza, Bungoma, Nakuru e Kericho. Os cafeeiros prosperam nessas altitudes mais elevadas e o solo ácido cria excelentes condições de crescimento. Quênia classifica os grãos de café por tamanho (AA, BB) que pode ser um fator de qualidade. Apresentam intenso sabor, corpo inteiro e agradável aroma, tons cítricos, com notas de limão-raspas no acabamento.

Jamaica Blue Mountain - ganhou a reputação hoje como um dos mais caros cafés premium. Produzido na Jamaica pela primeira vez, agora também em Kona, Havaí. Prospera em altas altitudes e resistente a doença do fruto do café. Popular por seu sabor suave, corpo suave e ausência de amargor.

Hawaii Kona - O café de Kona, no Havaí, é suave, delicado e limpo, com um bom sabor e finalização. Se você tem um preferência por cafés intensos, o Kona provavelmente vai parecer muito simples e leve.

Papua Nova Guiné - fica ao norte da Austrália, solo vulcânico rico e excelentes condições climáticas são encontradas ao redor do planalto central do Monte Hagen. Estas condições produzem um café encorpado, leve e suave, com acidez moderada e apresentam um sabor amplo satisfatório com aromas interessantes e complexos.

Tanzânia Peaberry - colhidas ao longo das encostas do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia. Peaberry é um grão único e ocorre em menos de 5% de qualquer cultura, sabor concentrado. Café brilhante e rico, de corpo médio, com uma acidez delicada e algumas notas de vinho.

Costa Rica Tarrazu - cultivado nas montanhas de solos vulcânicos elevados de vale central da Costa Rica. Outras regiões: Três Rios, Heredia e Alujuela. São cafés equilibrados, limpos, com acidez brilhante cítrica e notas de chocolate e especiarias no aftertaste.

Guatemala Huehuetenango - da região norte das montanhas, este café tem sabores distintos mas leves de fruta, doce fragrância, corpo leve, agradável final persistente, muito limpo.

Colômbia Excelso - O café da Colômbia tem sido fortemente e com sucesso comercializado nos Estados Unidos, criando uma percepção de que todo e qualquer café colombiano equivale ao melhor café. Um bom colombiano pode ser bem equilibrado, com bom corpo e acidez brilhante. Frequentemente, o café colombiano é mais leve e limpo. Outras regiões de cultivo destacam-se, como Bucaramangas, South Juilas, Cauca, Nariño e Huila.

Nicarágua - o café da Nicarágua utiliza o processo despolpado, com leve acidez, corpo médio, com notas de baunilha e um buquê de noz.

Panamá Geisha - descoberto pela primeira vez no sudoeste da Etiópia, em 1931, foi levado ao Panamá em 1963. Produzido nas regiões altas de Boquete, na província de Chiriqui. Fazenda La Esmeralda é um produtor premiado. Se distingue pelo corpo leve, com notas de mel e cítricas, proporcionando perfil de sabor marcante e único. Apresenta um aroma floral, notas de jasmim, acidez delicada, equilibrada e brilhante com tons de vinho branco, e notas de frutas vermelhas e tangerina.

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